As facilidades de criar os filhos perto dos avós

Quem acompanha um pouco minha trajetória sabe que não moro perto da minha família. No primeiro ano do Vítor morei completamente longe de todo mundo, era apenas nós 3, eu meu marido e o Vítor.

Ainda bem que as coisas foram melhorando e nos mudamos para a cidade da família dele, fazendo com que eu tivesse pra quem correr nos dias que eu precisava. Meus sogros são sempre super disponíveis para ficar com o Vítor e ele ama ficar na casa deles, o que eu acho ótimo!

Como fazia quase 2 meses que não vinha para a cidade dos meus pais, eles me pediram para ficar com eles por 1 semana, porque queriam ficar próximos do Vítor, claro.

PAUSA:

É só comigo ou com vocês também acontece de depois que os filhos nascem só eles serem importantes? Pra todo mundo o que importa é ver o Vítor. “Cadê o Vítor?”, “Você vai trazer o Vítor?”, “Como o Vítor está?”. Gravidinhas, aproveitem demais as regalias, porque elas acabam no instante que o filho nasce.

CONTINUANDO:

Eu também estava louca para ficar com eles, ver meus amigos, família e topei na hora passar a semana lá.

Posso dizer que tirei férias. Impressionante como o fato de ter meus pais para ajudar nas coisas do dia a dia, tornou minha rotina muito mais fácil. Mesmo eles não ficando em casa o dia inteiro, sempre que estavam queriam brincar com o Vítor, o que me deixou com grandes intervalos para eu fazer o que queria.

Aproveitei para me cuidar com calma e tranquila, sabendo que o Vítor estava bem com os avós!

Teve até uma noite, que pela primeira vez, pedi para que eles ficassem com o Vítor. Era 00:30 quando ele acordou e nada mais o fez dormir até as 4:30, horário que eu, exausta, pedi arrego. O Vítor ia pra porta do meu quarto e pedia para abrir, chamando a vovó, então achei que a ideia dele era bem boa. Quando abri a porta, ele foi direto pro meio do dois e ploft capotou. E eu idem na minha cama!

A semana terminou e com ela minhas mini férias. Percebi o quanto é bom ter com quem contar! Mesmo tendo meus sogros, no dia a dia somos só nós e isso cansa demais. Fiquei pensando nas mães que moram com os pais e no quanto é bom ter esse auxilio. Sei que na maioria das vezes criar os filhos com os avós o tempo inteiro perto não é lá muito saudável para a criança (não dizem que os pais educam e os avôs estragam?), mas com certeza é muito mais tranquilo para os pais.

Sabe que vou começar a agendar essas mini férias mais vezes ao ano? Já estou com saudades desses dias!!

Quem já viveu ou vive essa experiência? O que acha?

Beijos,

Das saudades que eu sinto lá de casa…

Como meus pais moram em outra cidade, tento sempre alguma forma de mantê-los próximos ao Vítor, mesmo às vezes não sendo fácil. Quando ele era menor, não era tão simples, porque ele não se comunicava e interagia conosco, então eu também não sabia como fazer esta ligação.

Mas agora que ele está maior ficou muito mais fácil. Eu e minha mãe conversamos todos os dias e sempre que o celular toca ele já fala “alo, vovó?” porque sabe que é sempre ela que me liga. Eu coloco no viva a voz e deixo ele ouvir ela falando com ele. Ele ri muito para o telefone, mas só começa a falar quando ela já desligou.

Uma outra coisa que ajuda demais é a internet. Como é bom ter a opção de ligar pelo computador e com câmeras poder ver meus pais! Vítor vibra quando eles aparecem na tela, aponta, chama, mostra o dedo machucado, por exemplo. Uma graça! Eu prezo muito esta relação e por isso estou sempre tentando mantê-la mais próxima possível!

Mostro muitas fotos e no começo precisava sempre dizer quem era um e outro. Hoje ele já sabe e vai falando quem são.

Além dos meus pais, meu irmão, que é o padrinho do Vítor, também mora lá, então sempre mantenho contato entre eles e minha sobrinha, que é pouco mais velha. Como eu sempre digo, não é fácil morar longe e vivo pensando o quão seria bom se estivéssemos todos na mesma cidade. Mas, com o tempo, aprendi que se lamentar não resolve e que devemos sempre procurar a melhor forma de nos mantermos unidos, mesmo de longe.

Confesso que a saudade fica menor quando eu os vejo pelo computador e por conversar todos os dias, saber das novidades, parece que ajuda a distrair esse sentimento, mas é claro que tem hora que nada resolve, que o coração dói mesmo e não tem nada o que se possa fazer. E é nesse horas que eu programo nossa ida para lá o mais rápido possível!

A vida corre rápida demais e por isso tento fazer com que meus pais não percam muitas das mudanças que o Vítor está passando. Quero que eles estejam sempre nos acompanhando, seja ao vivo ou pela internet, e que nossos laços só se fortifiquem com o passar dos anos.

Quem sabe um dia voltaremos a morar todos na mesma cidade?

Saudade é bom sentir, mas ela não pode chegar no ponto de nos impedir de sermos felizes!

Beijos,

[Entrevista] Karen Melzer – blog Casamenteiras

Hoje tem entrevista com a Karen Melzer, do blog Casamenteiras. Aliás, vocês já conhecem esse blog? Ele é ótimo! Engloba vários assuntos como casamentos, decoração, bebê, bem-estar, é super completo! Vale a pena!

Ela é mãe do  Rafael de 1 ano e 9 meses e está esperando a Alice, com 35 semanas de gestação.

Como você descobriu que estava grávida? Ela foi planejada?

Descobri em outubro, foi o primeiro mês tentando e minha menstruação ainda não tinha atrasado. Mas por curiosidade fiz um teste em casa mesmo, pq sabia q se tivesse grávida já iria aparecer. Dito e feito, deu positivo!!

O que você sentiu quando soube  da gestação?

Fiquei muito feliz!! A gente queria ter outro bebê logo.
A segunda gestação está sendo diferente da primeira?

Sim, bem mais tranquila. Estou numa fase mais calma da minha vida, na primeira gestação me mudei de país, minha casa não estava pronta quando cheguei no Brasil e tive pré eclampsia.
Você acha que o segundo filho dará mais ou menos trabalho que o primeiro?

Hahaha… eu não sei, mas espero que durma melhor!!!
Está tendo algum cuidado especial durante a gestação, com alimentação, exercícios ou algo assim?

Tento cuidar a alimentação e tentei fazer caminhadas e hidro em quanto deu. Agora está muito desconfortável, sinto muita dor na virilha.

Como você dá conta da casa, do blog e do seu filho, ainda mais agora que está chegando a Alice?

Eu tenho uma babá “anja” e uma doméstica maravilhosa que me ajudam a dar conta de tudo!
Seu parto será normal ou cesárea? Foi você quem escolheu? Por que?

Não sei ainda, a bebê está sentada e na primeira gestação foi cesária devido a pré eclampsia. Tudo indica que será outra cesária, mas se der pra ser parto normal melhor!
Você pensa em amamentar? O que acha da amamentação? Claro que sim, acho fundamental!
Pra você, o que é ser mãe?

Ser mãe é se sentir completa, é conhecer um amor sem limites. É admirar um pessoinha por tudo que ela faz, ser louca por ela!

Você pretende ter mais filhos?

Talvez… mas ainda não consigo pensar nisso.

Qual conselho você daria para uma gestante?

O que todo mundo me dizia e eu achava um saco: DURMAM!!!!!!
O que você espera para o futuro dos seus filhos?

Que eles sejam tão felizes e realizados como eu. E se depender de mim e do meu marido serão, pois são muito amados por nós!

Obrigada pela participação Karen, adorei conhecer um pouquinho sobre você!

Beijos,

 

 

Você sabe o que faz uma doula?

A maioria das pessoas não sabe o que uma doula faz. Mas, provavelmente, a sua avó teve uma e nem sabe.

Doula é a mulher que acompanha a gestante, a preparando física e emocionalmente para o parto normal. Antigamente, irmãs, mães e tias faziam esse papel.

Hoje são profissionais formadas e especializadas que o fazem. Talvez devido a correria do dia a dia, ou pela enorme quantidade de cesáreas agendadas.

A doula encontra com a gestante várias vezes durante a gestação. Conversa, tira dúvidas, explica sobre a fisiologia da gestação e do parto, faz massagens, ensina exercícios, explica sobre os procedimentos médicos, tudo em encontros particulares e personalizados de acordo com cada casal. Além de tudo isso, ela pode dar dicas e falar sobre suas experiências como mãe e ajudar a mulher escolher o tipo de parto que acha o mais adequado e indicar profissionais mais adequados as suas escolhas.

Quando a mulher percebe que entrou em trabalho de parto, liga para sua doula e juntas decidem quando devem se encontrar.

Aí, começa uma relação muito íntima de cumplicidade, amizade e cooperação. A doula conversa, faz companhia, ajuda na participação do companheiro, faz massagens e o que mais for necessário para o alívio natural da dor. Mas o mais importante: colabora como pode para que os desejos e expectativas da mulher com relação ao parto sejam respeitados. Palavras de incentivo, óleos e chás. Tudo contribui para um momento inesquecível e especial.

Após o nascimento do bebê, a doula ainda ajuda com a amamentação, cuidados com o bebê e adaptação da nova família.

Hoje, a doula é uma profissional indispensável para quem deseja um parto normal, uma vez que todos os dias cesáreas desnecessárias são realizadas por conveniência do médico e da mulher, podendo expor a mãe e um bebê a um risco maior que o necessário.

Se a mulher tem medo da dor do parto, dúvidas ou se sente insegura, deve procurar uma doula que atenda a sua região para uma conversa franca e amigável.

Artigo escrito por: Mariana Prata – farmacêutica, educadora perinatal, doula e mãe.

Quem quiser mais informações, a Mariana criou uma fanpage, e para aquelas pessoas que curtirem, ela está enviando por e-mail uma apostila para pais grávidos bem interessante! Clique em Mãe Amiga e curta!

Beijos,